O suicídio configura-se como um grave problema de saúde pública,
com elevada incidência entre adolescentes e jovens. De natureza multifatorial,
envolve aspectos psicológicos, sociais e biológicos, sendo frequentemente
associado a transtornos mentais e ao uso de substâncias psicoativas. Nos
últimos anos, observou-se aumento expressivo da prescrição de psicotrópicos,
especialmente antidepressivos e estabilizadores de humor, o que suscita
preocupações acerca da medicalização excessiva e de seus potenciais efeitos
adversos, incluindo a intensificação de ideias suicidas. Objetivo: Analisar os
fatores de risco associados ao suicídio na adolescência e juventude, discutir a
relação entre o uso de psicotrópicos e a ocorrência desse fenômeno, além de
destacar o papel do farmacêutico na prevenção e no uso racional desses
medicamentos. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura,
realizada nas bases BVS e PubMed, entre maio e agosto de 2025, utilizando
descritores padronizados e critérios de inclusão e exclusão pré-definidos. Foram
identificados 103 artigos, dos quais 9 atenderam aos critérios estabelecidos e
compuseram a análise. Resultados: Os resultados foram organizados em três
eixos temáticos: fatores de risco para o suicídio juvenil, a relação entre
psicotrópicos e comportamento suicida e o papel do farmacêutico na prevenção.
Verificou-se que, embora os psicotrópicos desempenhem papel importante no
tratamento de transtornos mentais, seu uso inadequado pode agravar a
vulnerabilidade dos jovens. Considerações Finais: Conclui-se que o
farmacêutico exerce função estratégica na prevenção do suicídio, ao orientar
sobre o uso racional de psicotrópicos, monitorar seus efeitos e integrar ações
multiprofissionais de cuidado à saúde mental.
TARGINO, M. V. S. INFLUÊNCIA DOS PSICOTRÓPICOS NA OCORREÊNCIA DE SUICÍDIO ENTRE JOVENS E ADOLESCENTES. UNIRG - UNIVERSIDADE DE GURUPI - 2025. Disponível em https://repositorio.unirg.edu.br/documento/276. Acesso em 10/03/2026.