Este estudo examina a psicopatia e sua relação com os serial killers, destacando a
importância da psicologia jurídica e forense para a compreensão e tratamento desses indivíduos.
A pesquisa inicia com a definição histórica e evolução do conceito de psicopatia, desde a
"loucura" até a atual compreensão como transtorno de personalidade antissocial, evidenciando
características como egoísmo, impulsividade e falta de remorso. O estudo critica a legislação
penal brasileira, que não possui uma definição específica para serial killers e falha em
implementar medidas eficazes de ressocialização para psicopatas. A análise revela que as atuais
medidas de segurança e a classificação de semi-imputabilidade são insuficientes para tratar a
complexidade dos transtornos psicopáticos, levando a uma potencial reincidência e risco
contínuo para a sociedade. O trabalho defende a necessidade de uma abordagem interdisciplinar
entre direito e psicologia para desenvolver um sistema jurídico mais robusto e eficaz, capaz de
enfrentar a problemática dos serial killers de maneira adequada. Assim, conclui-se que o Brasil
necessita de uma legislação mais específica e medidas apropriadas para garantir a segurança
pública e a eficácia no tratamento e controle dos psicopatas, garantindo que não representem
um perigo maior para a sociedade.
SILVA, R. P. M.. SERIAL KILLER E AS IMPLICAÇÕES LEGAIS NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO. UNIRG - UNIVERSIDADE DE GURUPI - 2024. Disponível em https://repositorio.unirg.edu.br/documento/150. Acesso em 04/04/2025.