Introdução: A episiotomia permanece associada ao modelo obstétrico intervencionista, apesar das
recomendações atuais para uso seletivo do procedimento. Objetivo: Analisar a prevalência e os fatores
associados à episiotomia em partos vaginais ocorridos no Hospital Regional de Paraíso do Tocantins entre
2015 e 2024. Métodos: Estudo observacional longitudinal retrospectivo, com análise documental de 5.578
prontuários obstétricos. Foram avaliadas variáveis maternas, neonatais e obstétricas. Realizaram-se análises
descritivas, inferenciais e regressão logística binária, com nível de significância de 5%. Resultados: A
prevalência geral de episiotomia foi de 22,5%. O procedimento apresentou maior frequência entre mulheres
mais jovens, primíparas e com recém-nascidos de maior peso ao nascer (p < 0,001). Observou-se redução
temporal da episiotomia após 2018. O período posterior à Lei Estadual nº 3.385/2018 associou-se à menor
chance de realização do procedimento (OR=0,378; IC95%: 0,320-0,446). Conclusão: O estudo demonstrou
redução progressiva da episiotomia ao longo da série histórica, sugerindo transição para modelo obstétrico
menos intervencionista e mais alinhado às recomendações contemporâneas de humanização do parto.
LIMA, P. G. O.; PADILHA, P. A.. PADRÃO TEMPORAL E DETERMINANTES DA EPISIOTOMIA EM HOSPITAL PÚBLICO DO TOCANTINS: ESTUDO LONGITUDINAL RETROSPECTIVO (2015 A 2024). UNIRG - UNIVERSIDADE DE GURUPI - 2026. Disponível em https://repositorio.unirg.edu.br/documento/483. Acesso em 23/10/2026.