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ARTIGO CIENTÍFICO

Comunicação médico-paciente e a adesão ao tratamento a doenças estigmatizantes

Data de aprovação: 25/05/2026
Resumo

Este estudo teve como objetivo avaliar a influência da comunicação médico-paciente
na adesão ao tratamento de doenças estigmatizantes, por meio de abordagem
qualiquantitativa realizada com pacientes e médicos em unidades de saúde de Paraíso
do Tocantins. Os resultados evidenciaram predominância do sexo feminino entre os
pacientes e destacaram que, embora todos relatem receber explicações médicas, há
discrepância entre a oferta e a compreensão das informações, além de limitações na
participação ativa durante as consultas. Observou-se ainda que fatores como
orientação profissional, uso adequado da medicação, percepção de gravidade da
doença e desejo de melhora clínica influenciam diretamente a adesão terapêutica. Entre
os médicos, houve consenso quanto à relevância da comunicação, apesar da presença
de barreiras associadas ao estigma, medo e dificuldades de compreensão. A adoção
de estratégias como linguagem acessível, escuta ativa e maior tempo de consulta
mostrou-se fundamental para qualificar o cuidado. Conclui-se que a adesão ao
tratamento resulta da interação entre fatores objetivos e subjetivos, sendo essencial
fortalecer a comunicação empática e centrada no paciente.

Orientadores
  • Mateus Silva Santos
  • Savia Denise Silva Carlotto Herrera
  • Claudia da Luz Carvelli
Como referenciar

MORAES, M. L. V.; MORAES, V. L. V.; VALADARES, L. M. M.. COMUNICAÇÃO MÉDICO-PACIENTE E A ADESÃO AO TRATAMENTO A DOENÇAS ESTIGMATIZANTES. UNIRG - UNIVERSIDADE DE GURUPI - 2026. Disponível em https://repositorio.unirg.edu.br/documento/478. Acesso em 23/10/2026.