Introdução: A violência obstétrica constitui importante problema de saúde pública e representa violação dos
direitos reprodutivos e da autonomia feminina durante o ciclo gravídico-puerperal. Objetivo: Analisar o
conhecimento de gestantes e puérperas usuárias da Atenção Primária à Saúde do município de Paraíso do
Tocantins acerca da violência obstétrica. Metodologia: Estudo observacional, transversal, descritivo e
analítico, com abordagem quantitativa, realizado com 96 gestantes e puérperas usuárias da rede pública
municipal. A coleta ocorreu entre dezembro de 2025 e março de 2026 por meio de questionário estruturado
contendo variáveis sociodemográficas, obstétricas e relacionadas à violência obstétrica. Os dados foram
analisados por estatística descritiva e inferencial, utilizando os testes qui-quadrado de Pearson e exato de
Fisher, com nível de significância de 5%. Resultados: A prevalência de relato autorreferido de violência
obstétrica foi de 28,1%. As situações mais frequentes incluíram ausência de alívio da dor e violência verbal.
Observou-se elevado desconhecimento sobre mecanismos de denúncia e prevenção. Houve associação
significativa entre multiparidade, capacidade de identificação da violência obstétrica e relato de ocorrência do
evento (p<0,05). Conclusão: Os achados evidenciam sub-reconhecimento da violência obstétrica e reforçam
a necessidade de fortalecimento das ações educativas, humanização da assistência obstétrica e promoção
dos direitos reprodutivos na Atenção Primária à Saúde.
SILVA, W. R. O. S.; BATISTA, A. L. B.. A AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DE GESTANTES E PUÉRPERAS USUÁRIAS DO SERVIÇO MUNICIPAL DE SAÚDE SOBRE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA. UNIRG - UNIVERSIDADE DE GURUPI - 2026. Disponível em https://repositorio.unirg.edu.br/documento/458. Acesso em 23/10/2026.