O uso de substâncias sedativas entre estudantes universitários, especialmente no curso de Medicina, tem se
tornado uma preocupação crescente devido às intensas demandas acadêmicas e aos impactos sobre a saúde
mental e a qualidade do sono. O presente estudo teve como objetivo investigar o uso de zolpidem entre
acadêmicos de Medicina de uma universidade localizada em Paraíso do Tocantins – TO, analisando sua
relação com a qualidade do sono e possíveis repercussões à saúde. Trata-se de um estudo quantitativo,
descritivo e transversal, realizado com 385 estudantes maiores de 18 anos, por meio de questionário
eletrônico aplicado via Google Forms. Observou-se predominância do sexo feminino (59,5%) e elevada
frequência de alterações do sono, incluindo dificuldade para iniciar o sono, despertares noturnos, fadiga e
sonolência diurna. A análise do Score de Qualidade do Sono evidenciou que 63,9% dos participantes
apresentaram qualidade do sono moderadamente prejudicada e 31,4% má qualidade do sono. Em relação
ao uso de zolpidem, identificou-se uso atual ou prévio relevante, frequentemente associado à ansiedade e ao
estresse acadêmico, além de casos de automedicação e efeitos adversos, como sonolência excessiva e
falhas de memória. Os achados demonstram associação entre pior qualidade do sono e uso problemático do
medicamento, reforçando a necessidade de estratégias educativas e ações de promoção da saúde mental no
ambiente acadêmico.
PEIXOTO, A. B. D.. USO DE ZOLPIDEM E QUALIDADE DO SONO EM ESTUDANTES DE MEDICINA. UNIRG - UNIVERSIDADE DE GURUPI - 2026. Disponível em https://repositorio.unirg.edu.br/documento/456. Acesso em 23/10/2026.