O Cerrado brasileiro possui uma biodiversidade expressiva com elevado potencial biotecnológico, entretanto, diversas espécies, como o Tucum-do-Cerrado (Bactris setosa), permanecem subexploradas e carecem de sínteses sobre seu perfil fitoquímico. O presente estudo objetivou realizar uma revisão de literatura sobre os compostos fitoquímicos da espécie, visando sistematizar o conhecimento existente para validar seu uso seguro e eficaz. Para tanto, procedeu-se a uma revisão bibliográfica narrativa de natureza exploratória em bases de dados como ScienceDirect, SciELO e PubMed, priorizando publicações dos últimos cinco anos. Observa-se que o fruto é uma fonte excepcional de polifenóis, incluindo flavonoides (quercetina e catequina), antocianinas, ácidos fenólicos e estilbenos, com maior concentração de bioativos na casca. Os resultados indicam propriedades hipoglicemiantes, por meio da ativação da via AMPK, e ação antioxidante robusta. Adicionalmente, polissacarídeos do fruto demonstraram efeitos antitumorais seletivos, sem apresentar hepatotoxicidade. Esses achados evidenciam que a Bactris setosa detém um elevado potencial farmacobotânico, cuja valorização é estratégica para a conservação do Cerrado e o fortalecimento da sociobiodiversidade.
COSTA, R. F; CERQUEIRA, H. F; SCHMIDT, S. R. T. ÓLEO DE TUCUM-DO-CERRADO (BACTRIS SETOSA) E SOCIOBIODIVERSIDADE: CARACTERIZAÇÃO FITOQUÍMICA UMA REVISÃO DE LITERATURA. UNIRG - UNIVERSIDADE DE GURUPI - 2026. Disponível em https://repositorio.unirg.edu.br/documento/379. Acesso em 05/07/2026.