A ventilação mecânica (VM) é um recurso amplamente utilizado em unidades de
terapia intensiva (UTI) para suporte a pacientes com insuficiência respiratória.
Contudo, o uso prolongado pode trazer riscos, sendo o desmame da VM um
processo essencial para a reabilitação respiratória. O teste de respiração
espontânea (TRE) é reconhecido como uma das principais estratégias para
avaliar a aptidão do paciente à extubação, embora sua eficácia como preditor de
sucesso ainda possa variar conforme o perfil clínico do paciente e o contexto
assistencial. Este estudo teve como objetivo investigar a eficácia do TRE como
preditor de sucesso na extubação de pacientes internados na UTI. Na
metodologia, tratou-se de um estudo bibliográfico, desenvolvido sob o método
de revisão integrativa da literatura. A busca pela literatura ocorreu na Biblioteca
Virtual em Saúde (BVS) com período de publicação entre 2020 e 2025. As bases
de dados de literatura científica consultadas foram: LILACS, SciELO, Pubmed e
Google Acadêmico. Nos resultados, as evidências analisadas demonstram que
o teste de respiração es-pontânea (TRE) permanece como uma das etapas mais
importantes no pro-cesso de desmame da ventilação mecânica e na tomada de
decisão sobre a extubação. Apesar de sua simplicidade operacional e ampla
aplicabilidade clínica, o TRE não deve ser interpretado como um preditor isolado
de sucesso, mas como parte integrante de uma avaliação abrangente que
engloba parâmetros respiratórios, hemodinâmicos, neurológicos e funcionais do
paciente. Seu papel continua essencial, mas sua eficácia máxima depende da
correta condução e do acompanhamento rigoroso durante e após o teste.
LISBOA, R. C. AVALIAÇÃO DO TESTE DE RESPIRAÇÃO ESPONTÂNEA COMO PREDITOR DE SUCESSO NAS EXTUBAÇÕES. UNIRG - UNIVERSIDADE DE GURUPI - 2025. Disponível em https://repositorio.unirg.edu.br/documento/299. Acesso em 14/03/2026.