A alienação parental é uma forma de violência emocional que prejudica o
desenvolvimento psicológico de crianças e adolescentes, sobretudo em contextos de
separação conjugal. Este estudo analisou os impactos emocionais, sociais e
jurídicos dessa prática, identificando efeitos intensificados após a pandemia da
COVID-19. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura em bases nacionais e
internacionais, contemplando pesquisas sobre conflitos de guarda e suas
consequências. Os resultados evidenciam que a alienação parental ocorre por
manipulação emocional que afeta a autoestima, os vínculos afetivos e a formação da
identidade infantil, estando associada a culpa, medo, insegurança e alterações
comportamentais, como agressividade e distúrbios do sono. O isolamento social
agravou essas dinâmicas, ampliando o distanciamento dos filhos. A literatura aponta
a mediação familiar e o acompanhamento psicológico como estratégias essenciais
para reduzir danos e preservar vínculos. Contudo, persistem lacunas, especialmente
a falta de estudos empíricos recentes e da perspectiva infantil, indicando a
necessidade de novas pesquisas.
SANTOS, S. J; LUZ, M. P. FILHOS DO DIVÓRCIO: O IMPACTO DA SEPARAÇÃO E OS FATORES DESENCADEADORES PARA A ALIENAÇÃO PARENTAL. UNIRG - UNIVERSIDADE DE GURUPI - 2025. Disponível em https://repositorio.unirg.edu.br/documento/292. Acesso em 11/03/2026.