Introdução: As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS),
especialmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), configuram-se como um
dos maiores desafios da saúde pública. O uso frequente e muitas vezes
inadequado de antibióticos favorece a resistência bacteriana, ampliando
morbidade, mortalidade e custos hospitalares. Objetivo: Revisar a literatura
científica acerca dos principais antibióticos utilizados em UTIs, destacando seus
padrões de uso, limitações terapêuticas e a importância do farmacêutico na
racionalização da antibioticoterapia. Métodos: Revisão narrativa de literatura,
realizada nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO e LILACS/BVS, utilizando
descritores controlados (DeCS/MeSH) e termos livres relacionados a
antimicrobianos, resistência bacteriana, farmácia clínica e infecções
hospitalares. Foram incluídos artigos publicados em português, nos últimos dez
anos (2015–2024). A seleção considerou estudos originais, revisões, diretrizes
e consensos aplicáveis a pacientes adultos em UTI. Resultados: Foram incluídos
estudos que evidenciam predominância do uso de antibióticos de amplo
espectro, como Piperacilina + Tazobactam, Meropenem, Cefalosporinas de
terceira e quarta geração e Vancomicina. Constatou-se elevada frequência de
prescrições empíricas e ausência de descalonamento após antibiograma,
práticas que favorecem a resistência bacteriana. Estudos também apontam a
contribuição essencial do farmacêutico clínico no monitoramento terapêutico, na
análise de prescrições e na redução de custos associados. Conclusão: O uso
recorrente de antibióticos de amplo espectro em UTIs reflete a gravidade clínica,
mas também reforça a necessidade de protocolos e da realização sistemática de antibiogramas e da atuação do farmacêutico clínico. Essas medidas são
fundamentais para mitigar a resistência bacteriana, otimizar os desfechos
terapêuticos e garantir sustentabilidade ao sistema de saúde.
COSTA, S. C; BEZERRA, M. D. PANORAMA DO USO DE ANTIBIOTICOS NA UTI: SÍNTESE DA EVIDÊNCIA CIENTIFICA. UNIRG - UNIVERSIDADE DE GURUPI - 2025. Disponível em https://repositorio.unirg.edu.br/documento/279. Acesso em 10/03/2026.