O uso do marketing digital tornou-se uma prática cada vez mais comum entre as
farmácias para a promoção de produtos e serviços, especialmente por meio das
redes sociais. Contudo, a publicidade de medicamentos nessas plataformas
pode apresentar riscos e incentivar a automedicação, devido à ausência de
informações adequadas sobre contraindicações e possíveis efeitos adversos. No
Brasil, a publicidade de medicamentos é regulamentada por normas específicas,
como a RDC nº 96/2008, que dispõe sobre a propaganda e publicidade, cujo
objetivo seja a divulgação ou promoção comercial de medicamentos. Neste
contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar as informações sobre
medicamentos divulgadas nas redes sociais de farmácias localizadas em um
município do Sul do Tocantins, verificando sua conformidade com a legislação
vigente. Foram analisados 17 perfis de farmácias no Instagram®, nos quais se
observaram diversas irregularidades, entre elas a divulgação de medicamentos
sujeitos à prescrição médica, ausência de informações obrigatórias (como
número de registro e frases de advertência), além do uso de estratégias de
comunicação que favorecem a automedicação e o consumo irracional de
medicamentos. Esses achados evidenciam não apenas o descumprimento da
legislação sanitária, mas também potenciais riscos à saúde pública decorrentes
da banalização do uso de medicamentos. Assim, ressalta-se a necessidade de
intensificação da fiscalização pelos órgãos competentes e a implementação de
ações educativas direcionadas aos profissionais farmacêuticos e
estabelecimentos, de modo a assegurar que as mídias sociais sejam utilizadas
como instrumentos de promoção da saúde e não para veicular propagandas que
estimulem o uso irracional de medicamentos.
SÁ, L. P; CHAVES, K. F. C. ANÁLISE DAS INFORMAÇÕES SOBRE MEDICAMENTOS VEICULADAS NA REDE SOCIAL DE FARMÁCIAS DE UM MUNICÍPIO DO SUL DO TOCANTINS. UNIRG - UNIVERSIDADE DE GURUPI - 2025. Disponível em https://repositorio.unirg.edu.br/documento/275. Acesso em 10/03/2026.